sábado, 4 de abril de 2015



DECLARAÇÕES



Bom, eu quero fazer um depoimento sobre a minha vinda para Ceilândia, eu fui criada em Brazlândia, uma cidade satélite do Distrito Federal, tranquila, dormitória e muito aconchegante. Por motivos familiares eu mudei para Ceilândia, eu sofri muito pra me adaptar, eu ficava assustada com a cidade grande, o índice de criminalidade, mas com os anos eu me acostumei e hoje tenho orgulho de falar, que sou moradora de Ceilândia, mesmo diante dos problemas urbanos: criminalidade; crescimento populacional, entre outros. Dentre os movimentos culturais que mais me fascina na Ceilândia são os elementos virtuosos da cultura nordestina, sou filha de nordestino, e sou apaixonada por tudo que revive o nordeste. Se eu quero comer uma comida e tempero nordestino eu vou a Feira Central de Ceilândia, se eu quero ouvir um repente, uma moda de viola, vou a casa do Cantador, hoje totalmente adaptada, eu aceito que faço parte de Ceilândia, quando eu vejo alguém se referir com preconceito à cidade, por causa da criminalidade, viro uma fera kkkk. Mesmo sabendo que infelizmente, isto faz parte do lado negativo da cidade.  Amo Ceilândia 
http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-df/v/ceilandia-e-um-dos-destaques-da-cultura-nordestina-no-df/4066146/

Grafiteiros transformam complexo cultural de Ceilândia

Ação faz parte das comemorações dos 44 anos da região administrativa
Tinta, spray, inspiração e muita força de vontade deram as mãos neste sábado (4) e transformaram dois prédios, quase abandonados, em obra de arte. As paredes externas do Centro Cultural e Desportivo e a Biblioteca Pública Carlos Drummond de Andrade, em Ceilândia, foram as telas usadas por cerca de 30 grafiteiros voluntários que, até o fim desta tarde, eternizarão os traços em um dos mais importantes monumentos culturais da região administrativa. Essa é mais uma ação em comemoração ao aniversário de 44 anos de Ceilândia.
Os espaços passam pela primeira revitalização desde que foram inaugurados, em dezembro de 1993. A ação começou na terça-feira (31). Os telhados estragados foram arrumados; a caixa de água, limpa; houve roçagem e poda de árvore; e troca de mobiliários, fruto de doação. A previsão de término da restauração é até o fim deste mês. De acordo com o administrador de Ceilândia, Vilson José de Oliveira, foram investidos cerca de R$ 8 mil na ação. "A comunidade foi peça fundamental. Sem ela, essa obra não seria possível."
O coordenador dos grafiteiros, Rivanilson da Silva Alves — mais conhecido como Riva —, 45 anos, afirmou que o centro é uma referência para Ceilândia. "Escolhemos o tema cultura para os artistas trabalharem de forma mais livre."
Desde as 13 h, apresentações de dança, música e oficinas de grafite com artistas da cidade dão continuidade à programação de aniversário deste sábado.

Biblioteca
A biblioteca, com um acervo de 70 mil livros, ficou três anos abandonada. "Até 2011, recebíamos 800 usuários por dia. Entre 2012 e 2014, tivemos um período de apagão. Não recebemos mais ajuda", ressaltou Jaqueline Afonso Corrêa, servidora da Secretaria de Educação que coordena o trabalho na biblioteca. Segundo ela, quando o local foi reaberto no último dia 25, cerca de 250 pessoas voltaram a utilizar o espaço diariamente. A parte superior do prédio será reaberta, na segunda-feira (6), com 36 cabines para estudo individualizado disponíveis.

A brinquedoteca e a sala de informática também voltarão a funcionar, segundo o administrador. "Vamos instalar ainda nesta semana 15 computadores novos que estavam guardados na administração." Em breve o projeto Aulões para Concurseiros será reativado graças a uma parceria com unidades educacionais, onde professores são convidados a ensinar matérias básicas de concursos para a comunidade.

Leandro dos Santos Souza, 27 anos, é um dos moradores que voltaram a frequentar o local. Formado em Segurança da Informação, ele vai à biblioteca todos os dias estudar para a disputa de uma das vagas de agente penitenciário em concurso marcado para daqui a duas semanas. "Tirei até um mês de férias do meu trabalho para me dedicar aos livros. Aqui é muito bom e será ainda melhor quando reabrirem as salas com cabines individuais."

Centro Cultural
O prédio do Centro Cultural e Desportivo também foi alvo de mudanças. Aulas de karatê e de teatro estão prestes a começar e a administração tem projetos em andamento para trazer mais atividades para o local. A iniciativa de revitalização do complexo é da Administração Regional de Ceilândia, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e a Companhia Energética de Brasília (CEB), além do apoio de voluntários, como grafiteiros, estudantes e demais moradores da região.

Flash Back
Para quem é fã das músicas que marcaram os anos 80, o grupo Amigos do 40 promove, neste domingo (5), a festa Flash Back no estacionamento da EQNM 17/19, na Ceilândia Sul. A entrada é um quilo de alimento não perecível. 

Confira a programação cultural deste sábado:

13 h — Quadrilha Mala Véia Rui de Carvalho
14 h — Geração Roots
16 h — D'Montier
16h30 — Mano P
17 h — H-Fai/Mano PX
17h30 — D'Preza Hip Hop
18 h — MC Qualhada e Banda Zap
18h30 — Markinho do Tropa
19 h — DJ Jamaika
19h30 — Liberdade Condicional
20 h — PR 15
20h30 — Trimáfia
Fonte: Agência Brasília

HISTÓRIA DA CEILÂNDIA

Cercada de história e simbologia, caixa d'água de Ceilândia é tombada

Símbolo da cidade criada para erradicar as invasões do Distrito Federal, o reservatório construído em Ceilândia há 39 anos é tombado pelo GDF

 
    

 postado em 21/11/2013 06:05
Adauto Cruz/CB/D.A Press - 9/3/77


Monumento com história e simbologia reconhecidas pela população, a caixa d’água de Ceilândia é agora, oficialmente, patrimônio da cidade. O reservatório foi inaugurado em dezembro de 1974. Naquela época, com apenas três anos de existência do local que se tornou endereço da Campanha de Erradicação das Invasões (Cei), a construção chamava a atenção. Eram poucas as edificações. A caixa d’água foi a primeira de destaque na área. Não surpreendeu ter se tornado referência. Hoje, passados 39 anos, ela não perdeu a característica, mesmo com obras de maior envergadura por perto. Por ter transcendido a função inicial e se inserido na identidade da cidade, recebeu o título por meio de um decreto publicado na edição de segunda-feira do Diário Oficial do DF.

A história é mais antiga que a própria obra. Em 27 de março de 1971, o então governador Hélio Prates lançou a pedra fundamental da nova cidade no mesmo ponto onde levantaram o reservatório. Mesma data em que teve início o processo de assentamento das 20 primeiras famílias. Quando da inauguração da caixa d’água, os moradores fizeram uma festa. As pessoas se juntaram em torno do local, as crianças brincavam sob jatos de água.

Arquivo Público do DF


Com 30 metros de altura, continua se destacando no horizonte. “Quando qualquer pessoa pede indicação de endereço, toda referência é a caixa d’água. A loja tal é à esquerda dela. A delegacia é ali perto”, exemplifica a servidora pública Marta Raulino, 54 anos. Ela mora na QNM 17, no mesmo local desde 1980, quando chegou à cidade. No entanto, lamenta não conhecer mais sobre a história do monumento. “Seria interessante saber mais detalhes.”

Levar esse conhecimento à população é um dos objetivos do movimento cultural da cidade que encabeçou o pedido do tombamento. “Essa discussão do que é histórico, imaterial dos bens intangíveis sempre esteve presente nas nossas discussões. A caixa d’água é importante como símbolo do sentimento de pertencimento. Ela representa a luta, a cidade como guerreira. Naquela época, as pessoas buscavam água lá porque ainda não existia rede de esgoto”, revela a representante do Fórum de Cultura da Ceilândia, Luciene dos Santos Velez. Ela conta que, em 2011, quando a comunidade formalizou o pedido na Secretaria de Cultura, havia a preocupação de que a especulação imobiliária chegasse à região. 

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quarta-feira, 1 de abril de 2015






Charge criativa sobre a intervenção urbana











Experiência exitosas que retratem mudanças nos espaços públicos






Vídeo retrata uma passagem subterrânea pelos pedestres para acessar o metrô, que nos finais de semana encontro para a população prestigiar a Música popular brasileira, espaços alternativo para o lazer. 

HIP HOP promove a inclusão social em Ceilândia.

O vídeo tem como foco principal o HIP HOP, mais achei interessante o espaço e a comunidade de Ceilândia que foi entrevistada, tratando a exclusão social. o Vídeo fala do movimento HIP HOP, agregado ao grafite. 



Experiência "exitosas" que retratem mudanças nos espaços públicos



Vídeo apresenta um espaço que é utilizada cotidianamente para a passagem de pedestres do metro para as entre quadras de Brasília, mas foi transformada nos finais de semana para receber um movimento musical da Música Popular Brasileira, espaço alternativo para um cidade que carece de espaços públicos de lazer.


Praça da Administração


Localizada no Centro da Ceilândia, local muito bonito e com intervenções urbanas como esta pedra transformada em um boneco, a praça tinha uma característica uma tranquila, mas com a violência tem sido pouco frequentada, mesmo assim, a praça recebe shows e atividades culturais.



Praça do Cidadão

Uma das principais praças da Ceilândia, localizada na parte norte da cidade, conta com espaço para apresentações, e alguns serviços úteis para o cidadão, como a Agência do Trabalhador e a Farmácia de auto custo. Temos nesta praças diversas intervenções feitas pela população, podemos observar esta pequena mureta com desenhos e coloridos, os grafites, feito por frequentadores da praça.